Minhas leituras - Janeiro e Fevereiro


Minha biblioteca pessoal está aumentando... Então resolvi que vou publicar todos os meses um resumo das minhas leituras. Percebi que já faz um tempão que não posto nenhuma resenha aqui, hoje trouxe logo quatro livros de uma vez. A verdade é que não li muitos livros do ano passado para cá. Estava (e ainda estou) muito atarefada e com muitos livros na fila esperando para serem lidos. Vou me comprometer a postar pelo menos uma vez por mês as resenhas dos livros que tenho lido.




O primeiro livro que li este ano foi “A vida segundo Peanuts” de Schulz. O autor é na verdade um cartunista, quem é fã de quadrinhos já deve conhece-lo. Ganhei este livro da Joice do blog Coch coch na última rodada do Projeto Old Mail (este projeto foi encerrado, mas quem tiver curiosidade para saber do que se tratava é só buscar outras postagens com a tag Projeto Old mail ou visitar a Fanpage e ver as fotos de todas  as rodadas, bem como os links para os blogs participantes).



Sobre o livro: é uma história em quadrinhos. Não necessariamente uma história. São várias frases ilustradas sobre filosofia, amor, sabedoria e coisas da vida. É uma leitura super rápida, leve e divertida. Li em menos de um dia. Além de ser um livro pequeno (cabe perfeitamente na bolsa) a diagramação é perfeita para quem gosta de publicar quotes no Instagram. Publicado pela L&PM Editores em 2015, o livro tem 128 páginas e é todo em preto e branco.


 O segundo livro do ano chama-se “Socorram-me dos meus parentes” do autor Luiz Martins, publicado pela Editora Harbra em 2001. Este livro ganhei da minha mãe. O livro tem 119 páginas e, na minha humilde opinião, se parece – e muito – com os vídeos que a gente vê no Youtube. Sabe esses vídeos de tag? Foi o que percebi com ele. O autor, que é antropólogo e dedica seus estudos à organização das sociedades, resolver brincar um pouco com o assunto e escreveu esse livro, cheio de comédia e clichês sobre a família. Nada do que se diz no livro é novidade, exatamente como os vídeos que assisti nos canais desses Youtubers famosos. Cada capítulo é dedicado a uma categoria de parente – pais, irmãos, cunhados, a sogra que nunca pode faltar – e o livro inteiro se baseia em dizer qual é o lado ruim de cada parente.



O que consegui extrair desse livro, foi alguns pouquíssimos vestígios do conhecimento desse autor sobre a antropologia. E acredito que o propósito do livro seja, além de entreter, apenas reafirmar as verdades concebidas no senso comum. Enfim, não é um livro excelente. Eu diria que é “ok”. Não há surpresas.

 
“Aquário negro” é um livro de contos do autor brasileiro Frei Betto, premiado por duas vezes com o Jabuti da Câmara Brasileira do Livro. O livro reúne doze contos e mostra muito bem as características do que costumava ser o fantástico brasileiro, algo surreal, mas não muito fora do normal. Quem ler a sinopse desse livro vai acreditar – como eu – que se trata de algum universo fantástico como o que vemos hoje. Mas não é nada disso. As fantasias apresentadas são muito realistas. Algo como uma mudança no ponto de vista, com direito a citar óvnis, o olhar por uma perspectiva animal, delírios e mais delírios. O conto que dá nome ao livro é de longe o meu favorito, cheio de metáforas e personificação, que é algo que gosto muito. É um livro muito bom. Dos doze contos, apenas um eu não curti muito, que foi “A Republica independente de vila Rica”. Agora além de “Aquário negro”, gostei muito do conto “O enviado” que apresenta-nos uma espécie de conselho deliberativo do inferno e “A vida suspeita do subversivo Raul Parelo” que nos remete às caçadas ocorridas na Ditadura militar. O livro tem 150 páginas e foi republicado pela Editora Agir em 2009.





E por último, o livro que me deu mais trabalho do que nunca... “It: a coisa” de Stephen King. O “livrinho” tem “apenas” 1103 páginas e foi republicado em 2014 pela Editora Suma de Letras. Stephen king já é um autor consagrado, com muitos livros em sua lista de sucessos. “It” é um deles, inclusive virou filme. Há muita gente que vai se lembrar que “os balões flutuam”. Apesar de fazer reverencia a este autor magnífico, tenho que confessar que não gostei desse livro. O fato de ele ser muito extenso agravou um pouco a dificuldade na leitura. Não que seja uma leitura assim tão complexa. É complexo, porque é Stephen King. O livro aborda as nuances da psique humana, o quanto a mente pode nos enganar. Acho que a proposta era nos fazer acreditar que tais coisas surreais são reais e verdadeiras. Não sei se pelo fato de esperar muito do livro, acabei não encontrando muito.

A proposta do autor era escrever algo assustador, um thriller ou mesmo um suspense de terror. Mas me pareceu que o resultado virou algum tipo de histórias de terror para crianças. Com tantos flashbacks e flashfowards que às vezes é difícil acompanhar em que momento da história se está. A ideia é misturar presente e passado, onde amigos adultos se reencontram para enfrentar um trauma de infância, algo que eles acreditam ser real. A tal da coisa, que pode ser qualquer coisa. Tudo começa quando o irmão mais novo de Bill Debrough morre em uma enchente, a partir daí todas as crianças começam a ver coisas e a acreditar na tal da cosia que por vezes se traduz no tal do palhaço Pennywise. Junto ao delírio infantil do bicho papão está acontecendo uma série de assassinatos aka mortes misteriosas na cidade de Derry. Na mente das crianças tudo é devido a tal da coisa. Não vou contar a história inteira aqui, mas em meio a algumas histórias secundárias e cinco interlúdios que servem para explicar a realidade desse delírio, percebi que o Sr. King demorou muito para desenvolver sua trama. Não é um livro para mero entretenimento, é um livro para fãs de Stephen King. Tive momentos de tédio e sono enquanto lia, tamanha é a demora para desvendar esse mistério.  E eu fiquei muito decepcionada com o final, achei muito simplista para uma trama tão complexa como esta. Qualquer pessoa com um mínimo de entendimento de psicologia já sabe lá na metade do livro o que está realmente acontecendo, mas o autor nunca usa palavras para definir e no fim fica tudo por isso mesmo. É um clássico? Sim, é um clássico. Mas não é o melhor livro que já li.

Por enquanto é isso. Se você já leu algum desses livros deixa sua opinião aqui também. Quem quiser acompanhar os livros que estou lendo é só seguir lá no Skoob. E volto com mais resenhas no mês que vêm.


Até mais.



Jake dos Santos

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